Passo 4
A ficha completa: cartões, período de validade e veículos da pessoa
Depois do cadastro básico, quando a pessoa precisa realmente passar nas portas. É aqui que se decide com o quê ela entra, por quanto tempo, e com qual carro.
Antes de começar
- Os números dos cartões que serão entregues. Uma pessoa pode ter mais de um — o do crachá e o do chaveiro do carro, por exemplo
- Até quando o acesso deve valer. Terceirizado com contrato de três meses não devia ter acesso permanente, e essa é a decisão que ninguém lembra de revisar depois
- As placas dos veículos dela, se o estacionamento estiver em uso
Passo a passo
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Escolha o departamento na árvore. A lista ao lado passa a mostrar só as pessoas dele — e uma pessoa nova criada com ele selecionado já nasce nesse departamento.
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Abra a ficha de quem já está cadastrado. Este guia trata do que vem DEPOIS do cadastro básico — e a aba de veículos só existe para quem já foi salvo, porque vincular carro precisa de uma pessoa que exista.
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A ficha tem duas abas. Dados e Acesso é onde mora tudo que decide se a pessoa passa; Veículos Vinculados é a frota dela.
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Cartões RFID: a pessoa pode ter vários, e é por isso que é uma lista e não um campo. O crachá do pescoço e o chaveiro que fica no carro são dois cartões da mesma pessoa.
Não digito número de cartão neste vídeo: o número é a credencial. Quem vê um número de cartão vê um cartão que pode ser copiado — o mesmo cuidado que se tem com senha.
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O período efetivo é a data de início e de fim do acesso, e ele vai junto com a pessoa para dentro do leitor. Passado o fim, o equipamento recusa sozinho — sem depender de alguém lembrar de desativar.
É a ferramenta mais subaproveitada do módulo. Terceirizado, estagiário, obra: todos têm prazo conhecido no dia do cadastro, e preencher isso ali evita a revisão que nunca acontece.
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Junto com as datas vão as horas. Elas delimitam a janela de cada dia dentro do período — e não substituem o cronograma do nível de acesso, que é quem decide os dias da semana e os feriados.
São dois controles diferentes que se somam: o período efetivo é da pessoa, o cronograma é do nível. A pessoa passa quando os dois permitem.
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Os níveis de acesso decidem POR ONDE ela passa. Uma pessoa pode ter vários, e os acessos se somam — quem está em dois níveis recebe a união das portas, não a interseção.
É a causa mais comum de alguém entrar onde não devia: um vínculo antigo esquecido continua concedendo. Ao tirar acesso, procure todos os níveis que a pessoa tem, não só o que você lembra.
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A segunda aba é a frota. Vincular um veículo aqui é o que faz a câmera de placa reconhecer o carro como sendo desta pessoa — e é o que liga o registro do portão ao registro do crachá.
Sem esse vínculo, a leitura de placa existe e não tem dono: o evento fica registrado como veículo não cadastrado, e a cancela segue a regra de visitante.
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É aqui também que se definem as vagas de estacionamento da pessoa. Esse número é o que o anti-passback por proprietário usa: com uma vaga, o segundo carro dela é recusado enquanto o primeiro estiver dentro.
É a regra que resolve o condomínio onde uma unidade tem direito a uma vaga e três carros na família.
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Salvar envia tudo isso aos leitores. Não é só gravar no banco: cartão, período e permissões são escritos na memória do equipamento, e é por isso que a operação demora alguns segundos e pode falhar se um leitor estiver fora do ar.
Quando um leitor está offline, o sistema guarda o que falta e acerta quando ele volta. A pessoa fica sem acesso naquela porta até lá — e é o sincronismo, não o cadastro, que precisa ser conferido.
Como conferir
A prova é a porta, não a tela. Peça à pessoa para passar num leitor que o nível permite e em outro que ele não permite — os dois testes importam, e o segundo é o que quase ninguém faz. Para o período, a prova honesta é esperar a data de fim: no dia seguinte, o equipamento recusa sozinho. E se o acesso não funcionar em uma porta só, o lugar de olhar é o sincronismo daquele leitor.
Se der errado
- Cadastrei tudo e a pessoa não passa
- Confira nesta ordem: ela tem nível de acesso; o nível inclui aquela porta; o período efetivo está vigente; e o sincronismo com aquele leitor aconteceu. São quatro coisas diferentes, e a última é a que mais demora a aparecer.
- O cartão não é reconhecido
- O número precisa ser o que o leitor lê, que nem sempre é o que está impresso no cartão. Formatos diferentes de RFID imprimem números diferentes do que transmitem — o jeito certo é ler o cartão no equipamento e usar esse número.
- O acesso venceu e eu não queria
- É o período efetivo fazendo o trabalho dele. Estenda a data de fim e salve; a mudança vai para os leitores no próximo sincronismo.
- Tirei o nível e a pessoa continua entrando
- Procure outros níveis vinculados a ela. Os acessos se somam, e um vínculo antigo esquecido continua concedendo — é o caso clássico de alguém que mudou de área e manteve o acesso da anterior.
- A placa é lida e o sistema diz veículo não cadastrado
- O veículo não está vinculado a nenhuma pessoa, ou está vinculado a outra. O vínculo é o que dá dono à leitura — sem ele, a cancela trata como visitante.
- O segundo carro da família é recusado
- É o anti-passback por proprietário: as vagas da pessoa estão todas ocupadas. Aumente o número de vagas dela, ou dê baixa no carro que já saiu e não foi lido.