Passo 1
O radar ao vivo: ler os cartões e separar registro de indício
É a tela que fica aberta o turno inteiro na sala de controle. Quem senta ali precisa saber ler os cartões em dois segundos — e a diferença entre os tipos muda o que se faz com cada um.
Antes de começar
- Que a tela é um FEED, não um acervo: ela mostra o que está chegando agora, e esvazia quando alguém recarrega a página
- Que há dois pesos de informação aqui, e confundi-los é o erro que custa caro
- Que nada nesta tela é consulta ao passado — para isso existe a Pesquisa
Passo a passo
- 01
A régua de cima separa o que aparece por tipo: todos, veículos, pessoas, face, comparação e controle de acesso. Numa operação movimentada, deixar em todos é o mesmo que não olhar — o volume engole o que importa.
- 02
Repare que a tela nasce vazia, de propósito. Comece pelo Histórico: ele puxa o passado recente para dentro do feed. Não é a Pesquisa — é o mesmo feed, preenchido com o que já aconteceu, para você não começar o turno no escuro.
O botão de limpar, ao lado, faz o contrário — esvazia a lista da tela e zera os contadores da sessão. Ele não apaga nada do histórico do sistema, apesar de ser vermelho.
- 03
Controle de Acesso é o cartão de maior peso, e por um motivo: ele é REGISTRO. A pessoa encostou o crachá ou o rosto num equipamento, e o sistema sabe quem é. Ele mostra a foto do cadastro ao lado da captura do leitor, e é essa comparação lado a lado que resolve a dúvida da portaria.
Ele traz também o vínculo — colaborador, visitante, lista restrita — e o método usado. Acesso negado aparece aqui do mesmo jeito que o liberado, e é o negado que costuma interessar.
- 04
Comparação é INDÍCIO, e é outro peso. Uma câmera viu um rosto e o algoritmo achou parecido com alguém da base. Ele mostra BANCO ao lado de CÂMERA, com o percentual de precisão.
A diferença importa numa conversa com o RH ou numa ocorrência: registro é a pessoa que encostou no equipamento; indício é o algoritmo achando parecido. Indício serve para investigar, não para acusar.
- 05
O cartão de veículo traz a placa desenhada, cor, tipo, marca e a velocidade quando a câmera mede. E um selo que vale ouro na portaria: primeira vez aqui, ou a contagem de passagens.
Primeira vez aqui num horário estranho é a informação mais acionável da tela inteira — e é a que some no meio do volume quando o filtro está em todos.
- 06
Desligue o rolar automático antes de examinar uma captura. Com ele ligado, um evento novo empurra a lista e tira da sua frente exatamente o que você estava olhando.
É o gesto que separa quem usa a tela de quem sofre com ela. Ligue de volta quando terminar.
- 07
O aviso sonoro existe para o turno em que ninguém fica olhando a tela. Numa sala com outras telas abertas, ele é o que traz a atenção de volta — e numa operação movimentada, é o que faz todo mundo desligar o som.
Não há meio-termo por evento: ou toca para tudo que passa pelo filtro, ou não toca. O ajuste fino é o filtro, não o som.
- 08
Por fim, volte o filtro para todos quando terminar de examinar: com um tipo só selecionado, o resto do que chega passa sem você ver.
É o erro mais comum aqui, e é silencioso: a pessoa clica em Histórico, não vê nada aparecer e conclui que não há registro — quando o que há é um filtro ligado.
Como conferir
Fique na tela com o filtro em Controle de Acesso e peça a alguém para passar num leitor. O cartão tem de aparecer sozinho, em segundos, com as duas fotos. Se não aparecer e o selo do canto disser Online, o problema é do leitor; se o selo disser reconectando, é a conexão em tempo real — e é a mesma que alimenta o sino e o mapa.
Se der errado
- A tela está vazia e o movimento existe
- Ela nasce vazia de propósito. Use o botão de histórico para trazer o passado recente, e confira o selo de conexão do canto antes de concluir que algo quebrou.
- Recarreguei e perdi tudo
- É o comportamento correto: o feed vive na sessão do navegador. O que aconteceu continua no histórico e na Pesquisa — o que se perde é a lista da tela.
- O selo diz reconectando o tempo todo
- A conexão em tempo real está instável, e isso afeta também o sino de notificações e o mapa. É rede, não módulo.
- Um rosto aparece como não identificado e eu sei quem é
- A pessoa não está em nenhuma biblioteca de reconhecimento, ou a foto do cadastro dela não serve para comparação. O dossiê do cartão oferece os dois caminhos.
- O cartão de pessoa não tem botão de detalhes
- Está certo: detecção de pessoa é o analítico dizendo que viu alguém, sem identidade. Não há dossiê a abrir, porque não há quem.
- Quero consultar o que aconteceu semana passada
- Tela errada. Este é o radar do agora; consulta ao passado é a Pesquisa, com filtro e exportação.