Passo 15
Os 17 analíticos por setor: qual deles resolve o seu problema
Antes de comprar GPU e antes de prometer qualquer coisa ao cliente. São dezessete analíticos, e a pergunta certa não é 'o sistema faz isso?', é 'qual deles faz, e o que ele exige para funcionar'.
Antes de começar
- O problema em uma frase, do jeito que o cliente conta. Alguém pula o muro de madrugada; a fábrica exige capacete; a fila do caixa passa de dez pessoas. Cada frase dessas tem um analítico, ou não tem nenhum
- Que analítico roda numa máquina separada, com GPU NVIDIA. Não é o servidor do sistema que processa — e é essa máquina que custa dinheiro
- Que cada analítico ocupa memória de vídeo. O limite prático não é o catálogo, é quantos cabem na placa que você tem
Passo a passo
- 01
Analíticos abre numa tela de apresentação. Clique em Configurar analíticos para entrar na biblioteca — é ali que se escolhe o que cada câmera vai procurar.
- 02
A biblioteca é organizada por setor de negócio, e não por tecnologia. Segurança Perimetral é o que quase toda operação procura primeiro: intrusão de área, cruzamento de linha, objeto abandonado, permanência indevida.
Repare que são coisas diferentes e fáceis de confundir. Intrusão avisa que alguém ENTROU numa região; cruzamento de linha avisa que alguém ATRAVESSOU um limite, e em qual sentido. Para um muro, a linha é melhor: ela distingue quem está entrando de quem está saindo.
- 03
Indústria e Saúde é o setor dos equipamentos de proteção e do comportamento de risco. É aqui que mora a detecção de capacete e colete, e é o setor que mais vende sozinho: o cliente já tem a norma, só não tem como fiscalizar.
Vale um aviso honesto ao cliente: analítico de proteção individual erra com roupa fora do comum e com ângulo ruim de câmera. Ele serve para cobrar padrão, não para automatizar punição.
- 04
Safe City e Trânsito é para via pública e pátio: contagem e classificação de veículos, parada irregular, contramão. É o setor que fala com prefeitura, e o que mais depende de a câmera estar na altura e no ângulo certos.
Reconhecimento de placa não está aqui: LPR é da câmera, não deste módulo. Quem procura leitura de placa está na tela errada — e é a confusão mais comum da implantação.
- 05
Varejo e BI conta pessoas em vez de vigiar: fluxo por hora, tempo de fila, mapa de calor das áreas mais visitadas. O resultado não vai para a segurança, vai para quem decide escala e vitrine.
É o setor que muda a conversa de venda. Segurança é custo; contagem de fluxo é decisão comercial, e quem paga por ela é outra pessoa dentro do mesmo cliente.
- 06
E quando nada do catálogo serve, existe a IA Customizada. Você dá fotos do objeto, marca onde ele está em cada uma, e o sistema treina um detector próprio — para o uniforme de uma terceirizada, para uma ferramenta específica, para o que o seu cliente tiver.
Não é mágica: precisa de fotos boas, variadas, e de alguém marcando o objeto em todas elas. O treinamento roda na máquina de GPU e leva tempo. Mas é o que responde ao pedido que nenhum catálogo prevê.
- 07
Regras Ativas é onde se vê o que está de fato rodando, câmera por câmera, com o que cada uma faz ao detectar. É a tela de conferência — e a que mostra o custo real, porque cada regra ativa ocupa um pedaço da placa.
São três ações possíveis ao detectar: gravar o evento e mostrar na tela, mandar WhatsApp pela lista de alvos, ou acionar um relé físico. A terceira fecha um contato no equipamento de verdade — sirene, cancela — e merece ser escolhida com o dedo firme.
Como conferir
Pegue o problema do seu cliente, dito na frase dele, e diga em voz alta qual dos dezessete responde. Se nenhum responder, a pergunta seguinte é se o Coringa dá conta com fotos. E antes de prometer qualquer um: confirme que existe nó de inferência com GPU, que o modelo daquele analítico está instalado nele e que sobra memória de vídeo. O catálogo abre sem nada disso — o que não abre é a ativação.
Se der errado
- Cliquei num analítico e a tela recusou
- São três recusas diferentes e elas dizem qual é: nó de inferência não configurado, modelo ainda não disponível, ou hardware insuficiente com o mínimo de memória de vídeo exigido. A terceira é a única que custa dinheiro para resolver.
- Procuro leitura de placa e não acho
- LPR não é analítico deste módulo: é a câmera de placa que lê, e os resultados aparecem em Veículos e na Pesquisa. Safe City aqui conta e classifica veículos, que é outra coisa.
- Quantos analíticos cabem?
- Depende da memória de vídeo da placa e do peso de cada um. Não há número fixo: a tela recusa quando não cabe mais, e é aí que se descobre o limite da máquina que o cliente comprou.
- A detecção erra demais
- Antes de mexer no nível de confiança, olhe a câmera: ângulo, altura, luz e resolução decidem mais que qualquer ajuste de software. Analítico não conserta imagem ruim.
- O analítico parou sozinho
- Em Regras Ativas dá para ver o estado de cada um. Nó de inferência fora do ar para tudo de uma vez — e é o primeiro lugar a olhar quando mais de um analítico cai junto.
- O cliente quer algo que não está no catálogo
- É o caso do Coringa. Pergunte se ele consegue fornecer fotos boas e variadas do objeto: sem isso, o treinamento não tem do que aprender, e prometer vira dívida.